Muita gente, hoje em dia, fala que é impossível ser feliz sozinho. Eu, sinceramente, não sei quem redigiu primeiro esta frase - e nem procurei saber para lhes contar, porque não me importa -, mas sei que quem a escreveu não queria que ela fosse interpretada de maneira tão erronia. O autor, com certeza, estava se referindo ao egoísmo quando a proferiu, a quem acha que só precisa de si mesmo para estar pleno, sem amigos, sem família, sem qualquer laço de afinidade que se crie por estas andanças. Porém, quem lê logo pensa – e espalha, o que é pior – que estando solteiro não se encontra a felicidade. Gente, para, é impossível sozinho, não solteiro. Defendo a tese (e nunca deixarei de defender) que status de relacionamento não foi e nem será, jamais, sinônimo de felicidade. Quantos casais entediados e a ponto de encararem um divórcio eu conheço; namoros que duram um ou dois meses, no máximo. Traições, desventuras, comodidade. Quantos solteiros encontro por aí, sorrindo a toa, lendo, viajando. Precisar de uma aliança para ser feliz é tão sem nexo.
Não me entendam mal. De forma alguma sou daquelas que favorecem a solteirice a fim de estar sempre disposta para balada ou livre para os “peguetes” da vez. Longe de mim. Já fui muito festeira quando tinha quinze anos, confesso, mas desde que completei dezoito tenho preferido filmes antigos e descobertas musicais via internet. Prefiro a companhia da minha avó - que, na maioria das vezes, é mais divertida que muita gente – às noites não tão agitadas de Campos do Jordão. Tão melhor vestir aquele meu pijama de algodão nada sexy ao invés de por o pretinho básico, salto, e tentar impressionar quem nem se importa comigo só para, mais tarde, talvez, dizer que tenho um namorado. Sair por aí à caça não é o meu forte. Nem quero que seja, porque, pra mim, a felicidade individual não tem nada de impossível.
Não me entendam mal. De forma alguma sou daquelas que favorecem a solteirice a fim de estar sempre disposta para balada ou livre para os “peguetes” da vez. Longe de mim. Já fui muito festeira quando tinha quinze anos, confesso, mas desde que completei dezoito tenho preferido filmes antigos e descobertas musicais via internet. Prefiro a companhia da minha avó - que, na maioria das vezes, é mais divertida que muita gente – às noites não tão agitadas de Campos do Jordão. Tão melhor vestir aquele meu pijama de algodão nada sexy ao invés de por o pretinho básico, salto, e tentar impressionar quem nem se importa comigo só para, mais tarde, talvez, dizer que tenho um namorado. Sair por aí à caça não é o meu forte. Nem quero que seja, porque, pra mim, a felicidade individual não tem nada de impossível.
Claro, não saiu gritando aos quatro ventos que não quero ou não preciso de um namorado, imagine, seria ridículo. Mas não espere que eu vista a saia mais curta que encontrar no guarda-roupa bagunçado, tome um copo de vodka sem gelo, e beije o primeiro que aparecer, e o segundo, e o terceiro (se preciso), até que algum resolva se apaixonar e me ofertar o tal do relacionamento sério. Não é de meu feitio conquistar, correr atrás, chamar atenção e bancar a carente. Eu não sou assim, e sei que não quero ser. Os livros andam sendo companheiros muito melhores do que os garotos de dezoito anos e as meninas que morrem de amores por eles. As descobertas musicais me acalmam muito mais do que qualquer bebida alcoólica e luzes que acendem e apagam sem parar deixando-me meio zonza. Sim, sou feliz sozinha. Solteira, quero dizer. Sou feliz sem um namorado, um amante, um marido, que seja - ainda que ninguém acredite
É, é isso mesmo, sou uma ótima companhia para eu mesma e não me trocarei por qualquer um. É assim que funciona: a gente precisa, antes de tudo, ser o melhor para nós, e só depois nos oferecer para os outros. Tem que estar inteiro, ser inteiro. Eu não me entrego pelas metades e, portanto, não as aceitarei. Muito melhor estar feliz sem ninguém do que espalhar retalhos de quase amor por aí e perdê-los antes mesmo de poder sorrir.

Nenhum comentário:
Postar um comentário