Quebrei a alça da minha caneca preferida. Depois, chorando baixinho, juntei todos os incontáveis pedaços da minha recordação. Impossível de se consertar, joguei os cacos no lixo e fiz um café. Aos prantos também fui embora de casa, mudei de cidade para estudar. Cheia de saudade, junto os meus pedaços todos os dias e sobrevivo longe do jeito que dá. Faço um café. Acho que virar adulto é assim mesmo.
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